As incorporadoras brasileiras devem intensificar, nos próximos anos, a aposta em imóveis compactos — e não apenas nos grandes centros. Um levantamento da Housi, obtido com exclusividade pela EXAME
O movimento acontece em paralelo a uma expansão geográfica relevante. Segundo o estudo, 56% das incorporadoras planejam avançar para novas cidades e estados até 2026, em busca de crescimento fora dos mercados tradicionais
A combinação de unidades menores com a interiorização das operações sinaliza uma mudança estrutural no setor imobiliário brasileiro. Historicamente concentrado no Sudeste — que ainda reúne 54,8% das das empresas —, o mercado começa a distribuir melhor seus investimentos pelo país.
Ao mesmo tempo, o ritmo de lançamentos segue elevado. Cerca de 93% das incorporadoras têm projetos previstos para os próximos dois anos, sendo que 75,9% pretendem colocar de um a dois empreendimentos. na rua já em 2026. O levantamento ouviu 352 profissionais, incluindo 105 decisores de incorporadoras, entre sócios, CEOs e diretores.
A preferência pelos compactos não ocorre por acaso. Ela está diretamente ligada à mudança no perfil de demanda e ao crescimento do modelo de moradia como investimento.
Hoje, 69,2% das incorporadoras já desenvolvem produtos voltados especificamente para renda com locação. Nesse contexto, unidades menores oferecem vantagens objetivas: exigem menor ticket de entrada, têm maior liquidez e permitem opções de alterações.
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